Eu sei que vou te mar,
Por toda minha vida eu vou te amar,
Em cada despedida eu vou te amar,
E cada verso meu será pra te dizer,
Que eu sei que vou te amar,
E tenho o desejo de viver ao lado seu
Por toda a minha vida!
Há aproximadamente dez anos atrás, conheci uma pessoa muito especial que, não sabia eu, viria a fazer parte de minha vida de uma forma muito intensa.
Chamava-se Reginaldo, o homem que se transformaria em meu grande amor.
Nos conhecemos aos poucos, ambos muito tímidos, tornamo-nos amigos.
Inicialmente éramos um grupo de várias pessoas, todos amigos de todos e nada mais.
Porém, não sabia eu que dentro dele surgia um sentimento um pouco mais forte que amizade.
Em meio a tantos encontros, conversas e brincadeiras, este sentimento ficou escondido, mas de minha parte surgia também um carinho muito especial, um sentimento diferente, que não sabia como explicar, apenas sabia que o queria muito bem.
Com o passar do tempo surgiu entre nós uma pessoa. Seu nome era Alex,e demonstrava algum interesse por mim, e levando em conta amizade Regy abriu mão do que queria, deixando o caminho livre.Porém não era este o meu destino e isto em nada resultou.
Continuamos nossa amizade.
Como participávamos na igreja, de um grupo em comum, freqüentávamos os mesmos ambientes e encontros, sempre estávamos juntos, e sempre com esta maneira especial de nos tratarmos.
Todas as lembranças que tenho desta época são apenas de momentos felizes!
Tinha percebido pelo seu comportamento e por algumas contradições em que caia que Regy sentia algo mais por mim, do que somente amizade, e certa noite, pressionado por mim e por minha irmã, acabou por revelar seus sentimentos.
Naquela época, ambos éramos muito novos, e eu ainda não levava a vida a sério.
Como meu sentimento por ele, era uma doce amizade, resolvi não levar a história adiante para que ninguém saísse machucado.
Continuávamos nossa amizade, agora de uma forma diferente.
Eu tinha por ele ainda mais carinho e um certo cuidado para que não o magoasse.
Neste período eu nunca tive certeza se ele ainda sentia algum afeto mais forte por mim, mas tinha certeza do meu bem querer por ele.
Foram uns sete anos em que, nasceu e cresceu uma amizade muito linda e cheia de bons momentos.
Lembro-me:
“Do dia em que brincamos de pega-pega em minha casa”
“Do dia em que derramou suco no sofá da minha mãe, e derrubou um vaso de planta, e ficou todo envergonhado”
“Do dia em que dançamos quadrilha juntos”
“As inúmeras vezes que apaguei fotos, contatos e mensagens no celular, por ciúmes”
“Um aniversário em que ele me deu um relógio, enquanto meu namorado (na época) me deu uma caixa de bombom”
“Da excursão para Aparecida em que nos sentamos no chão e dormimos a missa toda”
“Do dia em que foi pedir para colocarmos uma música na quermesse, e caiu da laje”
“Do encontro da juventude em São Lourenço, quando briguei com meu namorado, porque queria ficar perto do Regy”
“Do dia em que fomos juntos ao rodeio assistir ao show do Bruno e Marrone”
São muitos histórias e momentos vividos juntos, todos cheios de uma magia diferente.
Apesar disto, fomos nos afastando devagar.
Ele sempre me ligava, mas eu ficava isolando-me.
Depois de um certo tempo, ele começou a demonstrar mais seus sentimentos, mas sempre por mensagens, e nunca pessoalmente.
De minha parte comecei a ficar confusa, em alguns momentos queria afastá-lo, em outros o queria bem perto de mim.
Algumas vezes, por e-mail, ou MSN, ele ia direto ao assunto, (se é que pode se chamar isso de ser direto), dizia o que sentia e queria uma resposta, então eu era fria e dura com ele. Cheguei a magoá-lo muitas vezes, e disso sempre me arrependerei.
Foi então que comecei a assumir um novo sentimento nesta amizade: Os ciúmes.
Primeiro sentia ciúmes das amigas que tinha, e que eu nunca tinha visto, mas não gostava nem de ouvi-lo falar delas.
Depois um tal de Erika, que cheguei a conhecer, esta era mais que amiga. Ele a levou na minha casa, e eu os servi com bolo.
Este foi o primeiro dia em que realmente senti ciúmes.
Fiquei com muita raiva, mas agi normalmente. Hoje me arrependo, deveria ter botado veneno no bolo dela!
Apesar de ter este sentimento, nunca disse nada, afinal éramos somente amigos, e eu não tinha o direito de querer controlar sua vida.
Depois de um tempo ele se afastou de mim. não tenho certeza, mas acredito que é por causa da minha tão bem interpretada indiferença pelos seus sentimentos.
Este período foi uma fase muito triste de minha vida, tanto pelas questões pessoais, como pela falta que sentia do meu grande amigo.
Quando nos falávamos, conversávamos muito, e ele sempre dizia que ia a minha casa, mas nem sempre aparecia.
No mesmo grupo da igreja em que participava, conheci uma garota chamada Gláucia, que se tornou uma grande amiga. Apresentei ela ao Regy, que também acabaram –se tornando grandes amigos.
Amigos até de mais!!!
Eu vivia falando sobre o Regy com ela. E ela dizia que deveríamos ficar juntos.
Com o tempo amizade entre eles foi crescendo, e o meu ciúmes também.
Parecia que ele tinha mais carinho por ela do que por mim e isto me deixava muito mal.
Ele freqüentava a sua casa, e ela a dele. Coisa que nunca fiz.
Com o passar do tempo estava se tornando impossível vê-los juntos, tudo me causava ciúmes.
O fato de que se falavam, mesmo por telefone, já me deixava mal.
Me sentia pior ainda quando os via juntos, como se entendiam bem, gostavam das mesmas coisas, e eu me sentia isolada.
Foi ai que começaram as brigas.
Brigava por que ele ligava pra ela.
Brigava por que ele ia a casa dela.
Brigava por que beijava o rosto dela.
Morria de ciúmes de tudo.
A Gláucia e minha mãe viviam dizendo que só amizade não geravam tanto ciúmes, mas eu sempre neguei.
Houve uma vez, em que em minha casa senti muita vontade de ficar com ele, mas não tomei nenhuma iniciativa. Fora isso sempre o vi como amigo.
Quando em minhas orações falava com Deus, sempre pedia que colocasse alguém especial em minha vida, e nestes momentos sempre tinha o Regy em minha mente.
Fomos uma vez ao cinema, eu, ele, Gláucia e meus pais. Mas não me diverti muito, pois além de o filme ser de terror, Regy ficou grudado na Gláucia o tempo todo, conversando sobre assuntos que eu desconhecia, me senti muito mal, e fiquei muito brava com o Regy.
Mas o que me fez realmente enxergar o que sentia, foi uma outra ocasião.
Depois de muito tempo sem nos vermos, ele finalmente apareceu em minha casa.
Tinha realizado um evento chamado “festa do beijo” e eu imaginava o que poderia ter acontecido nesta festa.
No meio de nossa conversa ele disse que tinha com ele algumas fotos desta festa. Eu insisti em ver, mas ele não queria mostrar.Então, depois de muita insistência, concordou em me mostrar.
Foi ai que vi uma foto que estava tentando apagar, em que beijava uma menina.
Neste momento senti meu coração disparar, mas não comentei nada.
Pouco tempo depois a Gláucia chegou. Mostrei a foto a ela, e disse que não tinha gostado.
Ela comentou isto com o Regy.
Neste dia, vendo a intimidade dos dois, me senti muito mal, e quando ele saiu para levá-la em casa, decidi que era melhor me afastar dos dois do que ficar sofrendo.
Mas mudei de idéia quando recebi uma mensagem no celular, onde ele dizia que quando me viva voltava a sentir tudo que sentia antes, que seu coração disparava quando estava comigo, e que precisava, me dizer isto, apesar de saber que eu não gostava. E me pedia desculpas por falar dessas coisas.
Sentia meu coração bater mais forte, e não me continha de felicidade. Eu respondi que não tinha ficado brava com a mensagem, mas sim com a foto.
No outro dia de manhã, fui acordada por outra mensagem, onde me dizia que não deveria me importar com a foto, e que queiramos que tentássemos ficar juntos, pois só assim saberíamos se iria dar certo, e que ele deixaria tudo para me fazer feliz.
Depois de ler está mensagem, passei o dia inteiro me sentindo feliz.
A partir daí começamos a trocar mensagem.
As mensagens que ele me mandava eram cada uma mais linda que a outra.
E eu ficava cada vez mais encantada.
Conversamos por telefone, jogamos diversas indiretas, mas ninguém chegava direto ao assunto.
Nos próximos dias ele iria para o Paraná. Combinamos então de nos vermos e conversarmos no seu retorno, que cairia justamente no dia do meu aniversário.
Eu já tinha decidido que sentia por ele mais que amizade e preferia me arriscar a perder a amizade a me arrepender te ter perdido um amor.
No dia 24 de setembro, estava muito ansiosa, e já considerava o Regy meu. Não sei por que, mas tinha certeza que ficariamos juntos e seriamos muito felizes
Neste dia trabalhei e estudei com muito entusiasmo.
Porém não foi como eu esperava.
No dia seguinte, Regy comprou uma rosa para me dar. Como chegou ao meu serviço muito cedo, resolveu ir até a casa da Gláucia, e me pediu que fosse até lá.
Eu fiquei extremamente chateada.
Haviamos combinado, que ele me esperaria no serviço, e ele queria que eu fosse justamente à casa de quem eu morria de ciúmes.
Depois de brigar com ele por telefone, fui embora decepcionada e logo depois ele chegou a minha casa.
Totalmente sem graça, me entregou à rosa, e tentava puxar assunto de todas as formas, mas eu não queria conversa.
Fomos juntos ao Shopping Campo Limpo.
Eu a todo o momento esperava alguma atitude por parte dele, da mesma forma que ele esperava de mim.
Ele me mostrou o copo de Coca-cola, onde dizia “Eu te amo”, e eu adorei.
Fomos embora e nada aconteceu.
Quando cheguei a casa li o e-mail que me avisou por mensagem que tinha mandado.
Estava no e-mail, tudo que queria ter ouvido pessoalmente.
Liguei para a Gláucia e contei a ela udo que tinha acontecido, ele fez a mesma coisa.
No dia seguinte ...


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